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A aventura da Sara na
Quinta
Este livro foi feito especialmente
para Sara Nunes
Beijinhos para a caçulinha
dos manos Joana e João
7 de Maio de 2004
“O Galo voltou novamente aos seus
velhos truques,” suspirou a vaca Leiteira. “Se não o encontrarmos logo, será
novamente um daqueles dias. A propósito, quem é aquela menina que está ali
em cima?”
Narigudo, que sabia tudo sobre o que tinha acontecido na quinta, olhou à sua
volta e viu uma menina que caminhava em redor do celeiro.
“Se meus olhos não me enganam,” - disse Narigudo muito excitado, “penso que
é Sara Nunes, a famosa jovem detective . Soube que ela resolveu mais
mistérios em 5 anos do que Sherlock Holmes resolveu na vida dele. Este pode
ser o nosso dia de sorte.”
“Dia de sorte!” - suspirou vaca Leiteira novamente. “- Só podes estar a
brincar. Lembras-te da última vez que o Galo desapareceu ?”.
O porco Rosado ficou tão furioso por perder o seu pequeno almoço que não
falou com o Galo durante 3 dias, e tu sabes o quanto o porco Rosado gosta de
conversar!”
“Mas olha, ali vem a Sara” - disse Narigudo. “Ela parece fixe.”
Os animais cumprimentaram Sara . “Bem-vinda à nossa quinta,” - disse
Narigudo. “Ouvi dizer que tu és uma das melhores detectives do mundo
inteiro. Sabes que eu tenho faro para estas coisas!”
“Tu tens faro para tudo” - disse Rosado. “De facto, tens faro suficiente
para dar e vender a todos aqui na quinta.”
Narigudo não se mostrou nada incomodado com as piadas sobre o seu próprio
nariz.
“Silêncio!” - gritou Narigudo a Rosado. “Pelo menos eu tenho faro.”.
Narigudo virou-se para a Sara e disse: “Nós temos um grave problema.”
“O Galo desapareceu e quando isso acontece a quinta fica como virada do
avesso. O Galo sabe disso mas ele adora se esconder para andarmos à sua
procura. E nunca ninguém o encontrou pois ele é muito inteligente. Talvez
uma detective famosa como tu, o possas descobrir.”
Sara olhou para os rostos preocupados de Narigudo, Rosado e Chickie.
“Mas por que não esperam um pouco até que o Galo saia do seu esconderijo?”
perguntou ela.
“E dizes tu que és uma detective …“ – disse Narigudo.
Sara pediu a Narigudo que reunisse todos os animais da quinta para uma
reunião importante.
Os animais da quinta apareceram prontamente: a galinha Chickie, o porco
Rosado, a vaca Leiteira, o o coelho Pompom, o gato Torrão, a coruja Curiosa
e o cavalo Trovão.
“Outra vez não!” - gritou o gato Torrão.
“Mas porquê nós ?” - chorou o coelho Pompom.
Os outros animais gemeram e lamentaram.
“Não há problema,“ - disse a coruja Curiosa. “Eu substituirei o Galo.” Isto
só fez com que todos gemessem e lamentassem ainda mais alto.
Entretanto, Narigudo ladrou para chamar a atenção de todos. “Nós vamos achar
o Galo” - disse ele. Aqui e agora, nesta quinta, temos connosco a Sara
Nunes, a famosa detective mundial de 9 anos. Ela veio de Portela e prometeu
encontrar o Galo.”
“Não, eu não prometi.” - protestou Sara. “Eu disse que tentaria encontrar o
Galo.”
Ninguém a ouviu. Todos os animais estavam contentes com a notícia. Agora
todos os animais contavam com a Sara .
A detective Sara colocou o seu boné de pensamento. De facto não era um boné
de pensamento, só o seu velho chapéu favorito. Mas ela sempre tinha melhores
idéias quando o usava e sobretudo, sentia-se mais intuitiva.
Sara virou-se lentamente para Maria, Mafalda, Cata, Tiago, Margarida e
Pedro. “Eu tenho um plano,” disse ela. “Vamos para a lagoa.”
Na lagoa , encontraram quatro patos a nadar. Sara olhou para eles muito
atentamente.
Enquanto que três patos eram bons nadadores, o quarto flutuava com muito
esforço.
“Vocês sabem onde eu posso encontrar o Galo?” - perguntou ela.
“É impossível encontrar o Galo.” - respondeu um pato. “Até à data, nunca
ninguém o encontrou nem ninguém o encontrará pois ele é muito esperto.”
Sara franziu o sobrolho. Isto acontecia sempre quando ela descobria uma
pista.
A seguir, Sara e os seus amigos, Maria, Mafalda, Cata, Tiago, Margarida e
Pedro caminharam em direcção a um campo onde alguns corvos comiam
rapidamente os seus jantares, enquanto o Espantalho dormia uma das suas
frequentes sonecas.
“Corvos, posso fazer-vos uma pergunta?” - começou Sara. “Algum de vocês sabe
onde está o Galo?” - “Nem sempre é tudo como parece.”- disse um corvo.
Nesse instante, o Espantalho abriu os olhos. Todos os corvos levantaram voo,
excepto aquele que tinha falado com Sara . Ele saiu a correr.
Sara franziu o sobrolho.
A próxima visita foi à pocilga dos porcos. O porco Rosado ficou muito
contente com a visita da Sara e dos seus amigos Maria, Mafalda, Cata, Tiago,
Margarida e Pedro.
Sara observou atentamente a pocilga. Viu um porco muito engraçado e bastante
magro.
“Sabes onde posso encontrar o Galo?” - perguntou ela.
“Ninguém nesta quinta sabe onde está o Galo” - respondeu-lhe o porco. “Mas
eu te darei uma pista. O Galo nunca está longe da acção.”
Sara franziu o sobrolho.
A seguir, Sara e os seus amigos Maria, Mafalda, Cata, Tiago, Margarida e
Pedro dirigiram-se para o celeiro onde todas as vacas já se encontravam
recolhidas para a noite.
Sara caminhou à volta das cercas enquanto olhava cuidadosamente onde pisava.
Virou-se então para uma vaca que se encontrava perto da vaca Leiteira e
perguntou : “Porque é que ficam tão aborrecidas quando o Galo não está na
quinta ?”
“Se tu vivesses numa quinta saberias como isso é óbvio.” - respondeu a vaca.
“Sem o Galo, estas pobres vacas, oops, quero dizer, nós, as pobres vacas
teríamos uma noite muito longa, e as nossas tetas encheriam de leite o que
nos deixaria muito desconfortáveis.”
As sobrancelhas de Sara contraíram-se novamente.
“Aonde vamos agora ?” - perguntaram Maria, Mafalda, Cata, Tiago, Margarida e
Pedro.
“Visitar os cavalos” respondeu Sara, “E atenção, vejam onde colocam os pés!”
Apesar de Sara não estar muito familiarizada com o dia a dia na quinta,
sabia muito bem que perto de vacas e cavalos era sempre sensato olhar onde
se pisava.
Os cavalos estavam inquietos. O cavalo Trovão andava muito nervoso de um
lado para outro, deixando grandes pegadas na terra. O outro cavalo bicava
milho pelo chão fora.
As sobrancelhas da Sara contraíram-se rápidamente.
O cavalo que comia o milho percebeu de repente que Sara o olhava e depressa
se virou para um monte de feno.
Sara disse a Narigudo. - “Por favor pede aos outros animais para se
encontrarem comigo à frente do celeiro. Certifica também que as ovelhas lá
estarão.”
“Está bem.” - respondeu Narigudo, “se elas não estiverem na casa de baaaanho.”
Narigudo riu-se da própria piada e saiu para juntar os animais.
Os animais reuniram-se à frente do celeiro mas não havia sinais de Sara.
As ovelhas estavam muito calmas, com excepção de uma, que olhava muito
nervosa de um lado para outro.
De repente, uma das ovelhas estava em duas patas.
“Isto é invulgar ...” - disse lentamente o cavalo Trovão. “Uma ovelha não
pode estar em duas patas.”
Ele tinha razão e Sara disse: - “Está aqui alguém sob disfarce.”
Dirigiu-se à ovelha, puxou uma máscara e aí estava o Galo. Ele tinha sido
descoberto!
“Como resolveste o caso?” - perguntou o Galo desapontado. “Nunca ninguém o
tinha conseguido.”
“Foi fácil.” - respondeu a Sara . “Tens dificuldade em nadar como um pato,
não voaste juntamente com os corvos, és muito magro para ser um porco e
cavalos não comem milho. Caso encerrado.”
“O Galo foi descoberto!” – gritaram os animais da quinta.
“Agora ele nos despertará novamente. Ele tem a tarefa mais importante na
quinta.”
A detective Sara salvou a quinta e também descobriu porque é que o Galo era
tão importante.
Às 5h37m da manhã seguinte, o Galo acordou.
Alguns minutos depois, todos estavam acordados graças a um bastante vigoroso
cocorocócó.
A coruja Curiosa fechou os seus olhos e foi dormir.
“Eu poderia ter feito isso.” - disse ela. “Ninguém se importa com os meus
sentimentos !...”.
Algumas
ilustrações do livro "Aventura na Quinta":
(
estas ilustrações são copyright Create-A-Book )


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