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QUEM FOI ?
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| O Santo de Lisboa. Bem, verdade
verdadinha, o santo padroeiro de Lisboa é São Vicente.
Mas foi Santo António que conquistou o coração dos lisboetas, que lhe
dedicam todos os anos o dia 13 de Junho, feriado municipal.
Ele é o santo casamenteiro, sempre associado à cidade
que o viu nascer. Não importa se ele passou os últimos anos da sua vida
em Pádua. Para os lisboetas, Santo António... é o Santo de Lisboa.
Fernando de Bulhão, ou Santo António como ficou imortalizado para sempre
na história da capital portuguesa, nasceu em Lisboa, provavelmente a 15
de Agosto de 1195, numa casa onde mais tarde se ergueu a igreja em sua
honra.
Os primeiros estudos foram feitos na Sé de Lisboa e
abraçou a vida religiosa em S. Vicente de Fora.
É ordenado sacerdote no Mosteiro de Santa Cruz de
Coimbra.
Diz a tradição que Fernando tinha uma memória
extraordinária, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas como também
a vida dos Santos Padres.
Tornou-se frade franciscano e recolheu-se como Eremita nos Olivais.
Troca o nome para António em 1220 e é por essa altura
que viaja para Marrocos, onde foi atacado por pestilência aquando da sua
chegada. Passado um ano, quando regressava de barco a Portugal, uma
forte tempestade arrastou-o para Itália, onde o destino haveria de o
prender.
São Francisco convoca-o em 1221 para o Capítulo Geral da
Ordem e ali, ele revela os seus talentos de orador a pregar perante os
seus confrades.
Foi convidado a ensinar teologia nas escolas
franciscanas de Bolonha, Montpellier e Toulouse, e é nomeado ministro
provincial no Norte da Itália, em 1227.
Prossegue a sua carreira académica em Pádua, cidade onde
viria a morrer em 1231.
É proclamado doutor da Igreja pelo papa Pio XII, em
1946, que o considera "exímio teólogo e insigne mestre e matérias de
ascética e mística".
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"UM TOSTÃOZINHO PRÓ SANTO
ANTÓNIO!"
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| Fernando Martins de Bulhão nasceu em Lisboa, a dois
passos da catedral onde foi baptizado e passou a maior parte da sua
curta vida na capital portuguesa (morreu em Pádua com 36 anos), tendo
aqui estudado e sido ordenado. Canonizado um ano depois da sua morte,
reza a lenda que o povo quis mostrar, desde logo, a Santo António a sua
imensa devoção, mandando construir uma capela no lugar da sua casa
natal.
O rei D. João II, já no século XV, mandou construir nesse mesmo local
uma igreja, a qual viria a ser totalmente destruída aquando do terramoto
de 1755.
A sua reconstrução foi financiada por subscrição pública e, por isso,
as crianças da cidade montaram pequenas bancas na rua com uma imagem do
franciscano, pedindo “um tostãozinho pró Santo António!”, uma tradição
que ainda hoje perdura, por altura do dia 13 de Junho, data em que o
patrono de Lisboa morreu.
A igreja que se ergue ao lado da Sé foi construída, no século XVIII,
a partir de um projecto do arquitecto Mateus Vicente.
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FESTAS E TRADIÇÕES
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A 13 de Junho, a cidade de Lisboa pára.
Na véspera, a
cidade dançou, divertiu-se, leu pregões, cheirou
mangericos e comeu
sardinha assada.
Lisboa orgulha-se do seu santo e da tradição.

São os bairros mais populares os que mais importância dão ao seu santo.
É aí que a velha Olissipo se afirma, que a tradição enobrece.
O Castelo e Alfama vestem-se para receber o Santo, entre marchas e fitas
coloridas.
Nos largos onde desembocam as pequenas vielas e as íngremes escadarias,
nascem esplanadas com sardinha assada, fitas coloridas e música de
arraial. É um dos lados mais pitorescos de Lisboa, à noite, onde velhos
e novos se juntam em alegre paródia. Os primeiros brindam à tradição; os
segundos, porque qualquer razão é boa para brindar e dançar.
Associado ao Santo António está a sua característica casamenteira.
"Santo António, Santo Antoninho
Arranja-me lá um maridinho..."
é um dos mais antigos pregões populares.
As décadas de 50 e 60 marcaram uma tradição
que teve grande acolhimento popular na cidade de Lisboa: "As Noivas de
Santo António".
A iniciativa era patrocinada pelo jornal Diário
Popular e por alguns comerciantes que ofereciam a indumentária para a
boda.
Actualmente, a Câmara de Lisboa retomou esta velha tradição, que perpetua a marca casamenteira de
Santo António.
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| LENDAS
O povo festeja Santo António como o Santo Casamenteiro.
A lenda tem origem na generosidade com que o frade presenteava as
jovens sem dote para que se pudessem casar. Daqui resultaram diversas
outras lendas.
A mais conhecida reza que uma rapariga, farta de rezar e esperar que
o santo ouvisse as suas preces, atirou a sua imagem pela janela fora. A
estatueta bateu na cabeça de um rico homem, que logo se apaixonou e
casou com ela.
A partir deste momento, o Santo Casamenteiro não teve mais descanso a
atender os pedidos que lhe são dirigidos.
Santo António é também, talvez devido aos seus dotes de oratória, o
advogado das causas perdidas e o que nos ajuda a encontrar objectos
perdidos de grande valor.
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OS MONUMENTOS

Os principais monumentos que Lisboa mandou
construir em memória do seu santo adoptivo são: a estátua e a igreja.
A estátua é
uma das mais importantes da capital portuguesa. Foi edificada na rotunda
da Avenida de Roma com a Avenida da Igreja, no bairro de Alvalade.
Quanto
à igreja, é de origem tardo-barroca, construída no local (Largo
de Santo António da Sé)
onde, segundo a tradição, residiu Santo António.
Em 1431, existia no local um modesto culto a Santo António, tendo D.
João II mandado edificar um novo e sumptuoso templo, que veio a ser
destruído pelo terramoto de 1755.
A reconstrução inicia-se em Agosto de 1767,
demolindo-se a capela-mor, que havia ficado de pé, e recuperando-se a
cripta, onde se diz ter nascido o Santo. Esta obra pertenceu aos
arquitectos Mateus Vicente e de Carvalho Negreiros.
A igreja é um templo de nave única e
dois altares.
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GASTRONOMIA

Na festa de Santo António, a gastronomia é tão
importante como a religiosidade que lhes está associada.
As sardinhadas
e o caldo verde são a ementa desta festividade. |
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